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Mass Effect Saga: Synthesis

Olá soldados da Via Láctea!

Atendendo uma solicitação do companheiro Stephan Martins, editor do Jovem Nerd News e fã de nossa adaptação de Mass Effect Saga, trago algumas ideias para trabalhar um dos finais apresentamos em Mass Effect 3 em suas campanhas.

As sugestões a seguir são uma primeira versão do material maior que apresentaremos no Mass Effect Saga: Heroes of the Last Days, contendo sugestões de campanhas de como terminar suas campanhas ou como continuar após os eventos do game.

Então se você não quer ter spoilers, deixe para ler esse artigo após fechar a terceira parte da aventura do Comandante Shepard. Se é que ainda tem alguém que não jogou ou não foi espoilerado…

Salto da fé

A proposta aqui imagina o que mudaria no cenário de Mass Effect Saga após a escolha da síntese, onde haveria uma alteração na matriz da vida, integrando elementos orgânicos e sintéticos e reescrevendo a própria composição de DNA de cada criatura viva da galáxia.

Star Child, o Catalista

Para isso, é importante tentar entender que é a síntese. Segundo o Catalyst, sabemos que “orgânicos buscam a perfeição através da tecnologia. Sintéticos buscam a perfeição através da compreensão. Orgânicos serão aperfeiçoados através da plena integração com a tecnologia sintética. Sintéticos, por sua vez, irão finalmente ter uma compreensão completa de orgânicos”. E ele ainda informa que “os Reapers cessarão sua colheita e que as civilizações preservadas em suas formas serão ligadas a todos”.

É interessante de notar é que ambos os tipos de vida são alterados mas as espécies ainda manterão suas particularidades. Os quarians, por exemplo, talvez levem vários anos para se libertar de seus trajes de proteção caso não contem com o auxílio dos geth.

Além disso, os Repears se tornam livres da programação da colheita, dando início a uma nova era de cooperação e crescimento, compartilhando conhecimento dos ciclos passados. De fato, parece que a síntese é capaz de devolver a identidade de husks de forma semelhante ao que aconteceu com os Awakened Collectors (apresentados em Mass Effect Saga: From Ashes).

Paz é legal e tal, mas será que rola um implante de pele?
Paz é legal e tal, mas será que rola um implante de pele?

Template: Synthesis

Mas afinal, o que mudaria na prática? Como vemos, a nova matriz da vida alteraria significativamente a forma que orgânicos e sintéticos se relacionam, mas a divisão ainda existiria, ficando apenas mais próximos.

EDI está viva - e ela tem um plano!

Neste cenário, aplique a todas as criaturas o template Synthesis. Seres sintéticos se tornam realmente vivos, podendo recuperar hit points e conditions naturalmente (Saga Edition, p. 148). De forma semelhante, orgânicos são finalmente integrados à tecnologia, podendo adotar implantes e melhoramentos técnicos sem chance de rejeição ou efeitos adversos. Além disso, seres orgânicos podem reprogramar conhecimentos da mesma forma que sintéticos (Saga Edition, p. 192).

É possível que um dia a linha que separa sintéticos e orgânicos desapareça, e até mesmo a mortalidade possa ser superada. Mas se nem mesmo a EDI viva consegue imaginar esse nível de existência, não será neste artigo que conseguiremos 🙂

Até a próxima!

  • Quem puder ler a série de livros Revelation Space, nela tem uma espécie humana que possui uma integração quase completa com a tecnologia. Eles são capazes, inclusive, de ligar seus cérebros para aumentar o poder de processamento da comunidade e compartilhar conhecimento (lembra alguém de ME? Hehehe). Na minha concepção, eles são o exemplo perfeito de o que aconteceria à uma espécie biológica pós-síntese. Um outro exemplo interessante são os agentes da Divisão 9 de Segurança Nacional do Ghost in the Shell. Acho que aquela integração neural com as máquinas é uma das principais coisas possíveis através da síntese.

    Aliás, essa série de livros tem MUITA coisa que faz lembrar Mass Effect. Inclusive uma espécie de máquinas antiquíssimas, criada por uma raça alienígena já desaparecida, que extermina outras espécies de tempos em tempos para tentar impedir uma catástrofe que eliminará permanentemente a vida na galáxia… A diferença é que os Innhibitors possuem uma diretriz que faz sentido: o objetivo deles é reorganizar estrelas na Via Láctea para minimizar os danos quando ocorrer a colisão entre a nossa galáxia e Andrômeda.

    Aliás, eu tenho que lembrar de mandar a dica dessa série pro Paulo Antunes. Ele deve pirar, hehehe.

    • DM Rafael

      Boa recomendação (apesar de que o Reapers fazem todo sentido)! Ainda estou com o Lost Fleet para comprar mas vou ficar de olho nessa série. Mas a menos que tenha versão em audio book, não creio que o Paulo vá pegar pra ler. Video games e podcasts tiram muito do tempo livre dele 🙂

      Quanto aos humanos do Revelation Space, acredito mesmo que esse tipo de situação seria possível num universo Synthesis mas a dificuldade aqui é interpretar as poucas informações do jogo em dados mecânicos que não quebrem a jogabilidade.

      Ainda assim, acho que essas ideias e outras mais poderiam ser muito bem aplicadas numa campanha verde 🙂

    • Tesla

      Nossa Aiken…talvez essa seja uma das razões de terem mudado de idéia com relação a "razão" da existência dos Reapers hehe ia ficar muito paga pau 😛
      Não sei se você ja leu, mas inicilamente eles também deveriam existir para evitar uma ameaça cósmica, mas no fim optaram por uma intervenção na questão Orgânicos x Sintéticos

      • DM Rafael

        Esse foi apenas um dos ganhos criados mas que nunca foi desenvolvido.

  • Renatchors

    Eu já estou conduzindo uma campanha de Mass Effect depois do final da trilogia. Eu (o mestre) e o jogadores, escolhemos o final da Destruição (Vermelho), escolhemos a FemShep e as decisões da Shepard foram totalmente paragon.

    A primeira sessão foi conduzida no "meio" da história do terceiro jogo, como um grupo de elite de raças diferentes que ficou responsável em assegurar o espaço para a construção do "Crucible", essa parte da historia foi ignorada no jogo. Depois foram o grupo auxiliar que acompanhava a Shepard na terra, testemunharam o acionamento do Catalyst e resgataram a Shepard dos escombros (pra quem viu a ultima cena do final vermelho SPOILER ela tava viva!). Foi emocionante, rolaram lágrimas no final da sessão.

    As próximas sessões continuaram com um grupo de auxílio à reconstrução dos Mass Relays, e agora to narrando uma aventura com toques de terror (Chtulhu) e espionagem, o pessoal está se amarrando.

    Agora tenho umas idéias para contribuir para o final "Destruição" se for escolhido:

    Ameaças

    Cerberus: O Homem Elusivo não morreu, após ser baleado, perdeu a consciência, mas reacordou ferido e conseguiu escapar, mesmo depois da destruição dos reapers e transformado parcialmente. Ainda possui a obsessão de que a humanidade deve governar a galáxia. Ele irá atrás das tecnologias perdidas para atingir seu objetivo. Agora ele é capaz de emitir comandos semelhantes à Doutrinação e remotamente irá controlar agentes adormecidos para cumprir seus objetivos.

    Leviathans: Depois da destruição dos Reapers, a raça Apex que um dia dominou o universo quer retomar a sua posição de direito. Começaram a atuar de forma discreta, através da dominação de mentes. Eles forçarão as espécies da galáxia à acelerar a reconstrução dos “Mass Relays”. Atrairão vítimas de pesquisadores, engenheiros e todo tipo de pessoa útil para reconstruir armaduras que permitam eles se locomoverem pelo espaço, para isso precisarão de recuperar artefatos de tecnologia Reaper. Ao mesmo tempo começarão a causar atentados terroristas e infiltrará sua influência nos níveis militares e civis para enfraquecer os governos planetários.

    Harbinger (Precursor): Prevendo o que iria acontecer, ele fugiu para o ponto mais distante da galáxia possível. Lá ele conseguiu ficar longe o suficiente para não ser afetado pelo feixe de energia emitido pela Cidadela. Ele simplesmente não aceitou a decisão do “Catalist” deixar o destino da galáxia nas mãos da Comandante Shepard. Lá ele reunirá o máximo de Reapers restantes para continuar a colheita (se restou algum). Ele estabelecerá em vários planetas fábricas de conversão de “husks”. Ele também tentará desenvolver uma forma de reativar os Reapers destruídos. O Harbinger poderá tentar afetar governos sutilmente através da Indoctrination para atingir seus objetivos.

    Sistemas Terminus: As raças dominantes dos Sistemas Términos estão se apoderando da tecnologia, armamentos e naves Geth que foram deixadas a deriva por causa do raio destruidor de inteligência artificial. Agora diversos lordes estão reunindo poderio para ameaçar as outras zonas intergalácticas e até mesmo o espaço do Conselho.

    • DM Rafael

      Bem lega, Renatchors! O final síntese é o mais pacífico, todos os outros (incluindo a recusa) continuam com ótimos ganchos para continuar anos de aventura e exploração.

      E independente da escolha final, acho que os Leviathans são uma ameaça a se considerada. Já a morte do Illusive Man, se ele deu um tiro na cabeça pra mim é final da linha. Agora nada impede que a organização ganhe outro líder proeminente. O Martin Sheen tinha muitos agentes, não seria de estranhar se outro conseguisse assumir sua cadeira 🙂

  • formacaofireball

    Estamos jogando uma campanha utilizando o sistema do Saga e seguindo o final Destroy. Ficou bem maneira enquanto proposta e ainda mais foda quando os players começaram a se envolver nas disputas políticas e sociais provenientes da exterminação de uma raça (Geths). Bem foda.

    Estou (Pedroka) estou escrevendo um artigo sobre a "Problemática da escolha da Synthesis enquanto remoção de escolha total". Ta ficando bem maneiro =D

  • Tesla

    Estou planejando uma campanha que segue o final destruição, mais ou menos uns 20 anos depois. É praticamente um cenário pós apocalíptico. Toda a frota de naves alienígenas que vieram auxiliar a terra ficaram presas no sistema solar após a destruição do Mass Relay e tiveram que se abrigar em Marte, na Terra e na Lua (a grande maioria ficou na Terra) por quase 10 anos, resultando em uma grande bagunça com esgotamento de recursos, poluição, políticas de eugenia com algumas raças e rebeliões em alguns lugares e pretendo fazer boa parte de trama rolar por aqui a princípio. Mas imagino que dê pra fazer algo similar em praticamente qualquer outro planeta que recebeu auxílio durante a guerra contra os Reapers.

    Também pensei em alguma coisa com o final controle…fico pensando que seria algo bem paranóico, com Reapers te vigiando e julgando suas ações de acordo com a moral do Shepard (vai que ele era Renegade? hu3hu3hu3)

    • DM Rafael

      Todos os finais oferecem boas opções de jogo mas acho que o destruição e negação são os mais interessantes para meu estilo de jogo.

      Agora sua sugestão de controle é bem interessante. Imagino que mesmo um final control paragon seria taxado como fascista.

      • Tesla

        Sim, eu considero o final controle o que mais possibilita um futuro "sombrio'…quem sabe, pior que um em que os reapers não existem mais…