A fagulha de uma treta: Os Últimos Jedi

DM Rafael, Dbohr, Marcelo Skywalker, Twilek Pepe, Metalgeisha, Beto Chopper e Barão Fernando se reúnem em Ahch-To para discutir o filme que que incendiou a treta entre os fãs!

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  • San Ramon

    Sobre o começo do podcast, o foda é que o tipo de discussão que as redes sociais favorecem é a mais tóxica possível, todos gritando com todos, não tem um foco, um refinamento, 1000 caboclos fazem uma petição num mar de milhões e isso vira notícia, os piores tipos encontram eco e repercussão, mas daí o assunto vai além… Eu já fui muito da treta por opiniões peculiares em um bom número de coisas, mas essa necessidade de ficar provando seu ponto acaba nos alienando.

    Do filme, ele tem seus problemas de estrutura, o Rian Johnson tem um problema sério com segundos atos. Alguns problema de compreensão do mundo também, Phasma é um Boba Fett forçado, o escopo político é inconsistente, também forçado, o filme parece ter vergonha de usar aliens, Hux virou um pastiche, e mais importante – cadê o Lando, bicho? Mas de positivo e muito positivo a gente tem uma “desconstrução” do dualismo da Força e usos novos dela, Luke numa atuação digna do Mark Hamill, Leia no seu auge como personagem, o arco do anti-herói se completamente com o Kylo Ren, o último ato eu acho excelente e abre todas as possibilidades possíveis…

    Um filme mediano. 7/10. Pode crescer ou diminuir dependendo de como eles fecharão as questões em aberto. É preciso localizar o Snoke e seu papel com Luke e Kylo, os cavaleiros de Ren, o futuro político da Galáxia e da Nova (Nova) Ordem Jedi. Enfim, bom cast caras, felizes entradas.

    • Muito bem dito, San Ramon. Minha impressão foi bem semelhante a sua. E é curioso ver como o é um filme de extremos. O que me incomodou nesse filme me incomodou muito mais do que em problemas dos outros. Por outro lado, os pontos positivos são muito bem realizados.

      Mas acho que você disse o principal: o terceiro filme vai definir o quão bom é (ou será) Os Últimos Jedi.

      • San Ramon

        Veremos…

      • San Ramon

        Eu meio que continuo com aquela parcela dos fãs que não deu 10 pra Despertar da Força nem Rogue One. Ainda acho que a Disney continua em solo seguro – apesar de tudo que esse filme diz e promete – um solo já muito gasto. Ainda prefiro Vingança dos Sith frente os dois e toda a trilogia clássica, e esse Últimos Jedi só tá ganhando de episódio I e II.

        O que eu espero é que o Kylo Ren permaneça em seu caminho do lado negro, um vilão construído do início ao fim seria uma novidade no cinema. Acho lamentável que eles queiram retomar a situação do VI, seria muito melhor e muito mais atual manter a Galáxia dividida com a Resistência de um lado e a Primeira Ordem do outro, ganhando e perdendo e tal, algo como uma Guerra Civil Espanhola mesmo. E explicações, né… informação, substância…

        Outra coisa, eu como historiador tinha ficado muito incomodado com a queima da árvore (um ente milenar!) e dos livros (patrimônio histórico, cultural e sacro!), só descobri depois que a Rey tinha salvado eles.

  • Iago mendes leite

    good good, let the hate flow through you (ai sim, 3 horas de cast,rsrs)

  • Rafael Reis

    Fala galera.

    Eu sai bem decepcionado do cinema, não sai com aquele sentimento que sempre tenho quando acabo de ver um filme de Star Wars.

    Tem dois momentos no filme que eu fiquei extremamente empolgado e em seguida veio um balde de água fria, o filme todo vai construindo um Kylo Ren que está se apegando a Rey e mostrando q ele pode de fato mudar de lado, depois de tudo que acontece na sala do Snoke ele volta para o mesmo ponto, primeiro balde, segundo balde foi o Luke morrer após fazer o q fez, esses momentos do filme são os que mais me chatearam.

    A questão do Hux me incomodou tbm, achei uma desconstrução do pouco q foi construído no episódio 7.

    Enfim, até a primeira metade eu estava achando o filme ótimo, um pouco de excesso nas piadas, mas estava interessante a trama, o restante foi decepcionante pra mim.

    Vou assistir mais algumas vezes pra tentar aceitar melhor o roteiro e quem sabe gostar um pouco mais do filme, fico feliz por quem gostou, é muito ruim esperar tanto tempo pra algo e sair decepcionado.

    Abçs.

  • Hot Ka(r)llus

    Que filme sensacional foi este!

    Já fui 3 vezes no cinema, com pessoas diferentes e vi as diversas reações de cada um. A maioria das pessoas gostou do filme, dando uma noa 7 ou 8, e pouquíssimos que conversei deram abaixo de 6.
    Como fui 3 vezes, fui em sessões e lugares diferentes, e acabei tento 3 experiências diversas: 3D, 2D e IMAX.
    IMAX é a melhor experiência. O valor do ingresso era o mesmo que a sessão 3D que eu peguei no Cinemark, que foi um tanto incômodo por conta dos óculos 3D, diferente do IMAX. Recomendo muito vocês verem os próximos numa sala dessas, se possível.

    Agora, vamos ao que me incomoda:

    -Algo que tem me incomodado bastante é que muita coisa de história deste período eles estão se apoiando nos livros. Um exemplo disso é o livro da Leia que apresenta a Holdo. Pra mim, faltam explicações sobre as coisas que estão na tela.

    -E a Phasma. Achei que dessa vez ela ia ser bem utilizada e tal, teve só uma luta bem legal, e depois desapareceu nas chamas da destruição. Meh.

    -A falta do Cameo do Lando no Cassino. :'(

    Enfim, ao filme 9,5/10 que eu vi no cinema.

    -ESPETACULAR!
    -A maneira como o filme trata o assunto de fracasso e como os personagens aprendem seu lugar é incrível. Mas acima de tudo isso, é um filme sobre esperança, sobre não desistir e continuar lutando.
    -O Sacrifício da Holdo para manter a “Rebelião” viva foi incrível! Aliás, ela não precisava falar o plano para o Poe, já que ele tinha sido rebaixado, como ela mesmo fala. O Poe é que demora para aprender que ele tem que parar de ser impulsivo e medir suas ações, como a Leia tinha dito pra ele quando ela o rebaixa.
    -Uma quantidade absurda de Foreshadows que aparecem no filme, como quando o Ben e a Rey se conectam pela primeira vez “Você está fazendo isso? Não, o esforço a mataria”, o Luke falando que não ia enfrentar a primeira ordem com uma espada de laser, e faz exatamente isso no final.
    -É muito legal ver mais de uma vez para observar os detalhes, como a reação do DJ quando o Poe fala sobre o plano da Holdo para o Finn e a Rose na frente dele. Vacilo forte.
    -E pra mim a Rey não é filha de ninguém. Veja minha teoria abaixo 🙂

    E não para por aí. Já que o Pablo Hidalgo não vai me responder tão cedo, vou compartilhar com vocês minha teoria sobre a Rey:

    A Rey é irmã do Ben (sem Reylo pra vocês, a não ser que isso vire Game of Thrones).
    A diferença de idade entre eles é de 10 anos. Dependendo da idade que o Ben foi treinar com o Luke, ele poderia ter ciúme e inveja da garota (“What girl?”), o que começaria a levar ele para o lado negro, sentindo isso, Leia e Han deixam Rey com um casal de amigos (no one) que eventualmente vendem a garota para Unkar Plutt quando ela deve ter uns 7 ou 8 anos, e vive a vida como uma sucateira.

    Agora sim! Concluo este mini review dizendo que eu entendo os pontos que vocês discordaram, até concordo com algumas coisas, mas isso não deixa o filme pior pra mim, continua com uma nova 9.5.

    Recomendo que revejam este filme pelo menos 1 vez, e não vão mais em sessões de pré-estreia a meia noite para não dormir na sessão xD

    Abraços e beijos meus queridos, e que a Força esteja com vocês…. sempre….

  • Henrique Tavares

    Na hora eu curti muito o filme, vibrei com todos os momentos, me emocionei muito e não tinha muito do que reclamar. Mas foi mais um caso de que os problemas começaram a surgir depois que parei pra pensar nele.

    Sobre ser um filme que “quebra a fórmula Star Wars”, eu acho que o problema, para mim, é justamente não quebrar de verdade. Acho que até ele volta a jogar mais seguro na fórmula Star Wars que nunca. Tem muito chove-não-molha, de ter um discurso arrojado mas voltar atrás, de destruir o passado e reinventar tudo, mas se apoiar sem pudor na nostalgia clássica. Todo esse cenário político do “império superpoderoso caçando rebeldes” voltando igualzinho eu acho muito, muito preguiçoso, sem fala mal-explicado. No ep 7 acredito que pelo menos dava um pouco mais uma sensação de uma dissidência emergente, que tinha acabado de fazer um ataque à República. Se a Primeira Ordem fosse algo mais no estilo terroristas não só seria mais atual, como o equilíbrio de poder seria diferente das duas outras trilogias e renderia situações mais inovadoras e diferentes. Mas na verdade dias depois do fim do ep 7, depois da derrota que sofreram não ter impacto nenhum, a PO está no nível de poder do Império, porque sim, e caçando as últimas naves da resistência. Termos um império 2 logo depois do fim do império 1 acho tão caidinho. Tenho uma leve sensação que eles querem um simulacro da época da trilogia clássica pra explorarem sem mexer muito no canon daquele período.

    Sobre os novos poderes da Força, bom, acho uma solução um tanto barata, além de problemática se definirem que a coisa não vai ter limites. Pode deixar tudo ainda mais deus ex machina (assim como toda morte de jedi já tão voltando pra teorizar serem projeções). Então não me empolguei tanto de ver isso, parecia um pouco exagerado, como se fossem soluções de quadrinho dos anos 90, sei lá.

    Já o ponto de maior divergência de opiniões, no entanto, não me incomoda. Dois, na verdade. Três.Eu gostei bastante, mesmo, da Rose, gostei da fibra moral dela, de como ela não deixou que sua admiração pelo Finn ficasse no caminho de impedir que ele desertasse, e como a cena de Canto Bight deu uma boa aprofundada nela e no frágil contexto político do filme (embora ache que Rogue One está milhas à frente na questão de comentário político). Pra mim a existência dela serviu bem para o arco do Finn de, porra, encarar o Império, digo, Primeira Ordem – até acho que teria um bom impacto se ele realmente conseguisse se sacrificar.

    A segunda é a da Leia voando, que pra mim só funcionou. Ela tinha a Força e na hora do limite ela se mostrou à prova. Acho que a solução visual também ficou ok.

    E a terceira é aquela cena do Luke com sabre de luz na calada da noite que até dá pra salvar, mas realmente não foi muito bem contada e dirigida. Meu headcanon é que o Luke ali sentiu a queda do Kylo em semelhança à tragédia para a galáxia quanto foi a do Anakin, e nisso ele se levou por um momento pela possibilidade de, em um único ato, impedir uma nova era de tirania (esse espelhamento ajuda a deixar a coisa mais próxima e vívida para o Luke, mas ainda podiam mostrar melhor porque ele se recusa a matar o pai vilão mas depois considerou matar o sobrinho confuso). E, no fim, outro Skywalker caindo na famigerada pegadinha de outra profecia auto-realizadora.

    Bom, foi um ótimo episódio, obrigado pela dedicação de vocês de sentarem por 6h pra gravar. Acredito que esse filme vai continuar gerando muitas e muitas discussões.

    Feliz ano novo para vocês, e 2018 promete! Logo temos trailer de Solo e o retorno de Rebels, tô bem ansioso.

  • Lucas Filipe (Lightkiller)

    Saudações!

    Depois de me perder nas Unknown Regions voltei, e dessa vez pra ficar.

    Esse é um filme de extremos. Quando é bom é muito bom, mas os problemas realmente incomodam bastante. No saldo geral, acho que gostei do filme. O Episódio IX tem o papel de “fechar” a saga e vai definir o qual boa foi essa trilogia, se foi boa ou se teve momentos bons.

    Meu personagem favorito da vida é o Luke e meu maior problema com o filme é sua morte. Não que eu não tenha gostado, mas sou tão apegado ao personagem que não quero vê-lo partir. Mesmo sabendo que ele voltará no próximo filme, queria vê-lo em carne e osso.

    Minhas expectativas eram altas como a de todos nós, poucas foram atendidas e nenhuma em sua capacidade máxima. Esse filme foi uma sucessão de oportunidades desperdiçadas. Os personagens principais (Luke, Rey e Kylo) foram bem trabalhados com ressalvas, mas todo o resto foi subutilizado. Eu devo estar errado, mas a impressão que fica é que Rian Johnson fez o filme que ele queria e não um filme que é parte de uma trilogia.

    Feliz Ano Novo e que a Força esteja com vocês!

  • Brunno Schumacker

    DM Rafael, sei que o que falarei não terá nenhuma relação com o podcast, mas preciso de sua ajuda: quero narrar Fronteira do Império pela internet, assim como foi a sua mesa de Force and Destiny, mas não encontrei nenhuma forma de rolar os dados e que todos na mesa consigam ver. Como vc resolveu esse problema? 😀

  • Para mim é o filme da saga mais importante dos últimos seis, justamente porque ele manda um recado sobre o futuro da saga, tanto para os fãs mais hardcores da trilogia clássica quanto para os mais novos, como eu, que sou apaixonado pela saga desde meados de 2014. Star Wars não é mais aquela coisa que a gente tá acostumado, é hora de tocar a bola pra frente e inovar, a Força teve seu conceito muito espandido, nossa visão sobre as coisas antigas mudaram.

    As pessoas precisam de um padrão para se deixar gostar das coisas. No caso de Star Wars, um arquétipo perfeito, do Joseph Campbell e seu monomito, enfim, das coisas bem definidas da saga e da vida que já conhecemos. E eu quero dar foco aqui no ponto genial deste filme na minha opinião, a forma que o Rian Johnson mexeu com os arquétipos.

    Perceba como todos os arquétipos foram quebrados para no final nos mostrar algo, que foi a espinha dorsal do filme na minha visão, vou falar um pouco sobre eles. Snoke teoricamente seria o super vilão, mas nós temos outro vilão na história, o Ben Solo, que em certo momento sai do arquétipo dele, ele duvida se ele é realmente aquilo, ele foi desequilibrado emocionalmente depois que matou o pai, quando se negou a matar a mãe, e faz com que a gente naquele ponto não o veja mais tão vermelho, e sim com um tom de cinza, será que ele é ruim, um vilão mesmo? Ao mesmo que nós esperamos que a Rey, nossa heroína faça afinal o que nós esperamos de uma heroína, que combata o mal, mas o que acontece na verdade é a vontade dela de trazê-lo pro seu lado, ela não quer combater o Kylo porque em certo momento ela até se identifica com ele, duvida se não foi o próprio Luke que criou o Kylo Ren, mas afinal, cadê o arquétipo da heroína? Ela se afasta do azul que a gente a via e fica com um tom de cinza também. Ambos saem dos extremos e são vistos mais no meio.

    E o arquétipo do mestre? Totalmente quebrado, Luke é um cara amargurado que, em suas próprias palavras, está naquela ilha pra morrer porque ele falhou. Ele não quer saber de treinar ninguém mais, ele se fechou para a Força, não tem todas as respostas e dane-se a galáxia!

    É agora que vem toda a genialidade do Rian Johnson, o jeito que ele retoma os arquétipos. A Rey depois de olhar para o outro lado, ver Kylo tentar seduzí-la a governar a galáxia junto com ele após uma grande colaboração entre os dois –
    convenhamos, se tivesse ocorrido só Rey vs. Royal Guards ou só Ben vs. Royal Guards, Ben ou Rey teriam morrido, não aconteceu por causa da parceria dos dois naquela hora – enfim, ver o que é aquilo e estar mais do que decidida, como sempre esteve e estava na nossa cara que não é aquilo que ela quer, Rey volta ao arquétipo da heroína. E o Kylo Ren? Que estava duvidoso, olhou pro lado da luz várias vezes, no final decide o que ele de fato quer e o que ele é, ele quer governar a galáxia, ele é o cara que assassinou o Snoke e tomou seu lugar como Supreme Leader. E por fim volta ao arquétipo de vilão, um super vilão. E isso é mais do que confirmado quando no final, quando ele vê seu antigo mestre sair de um estrondoso bombardeio totalmente ileso, ele pessoalmente desembarca de sua nave para enfrentá-lo, com toda fúria e ainda diz que vai matá-lo e depois ainda vai matar a garota.

    Agora vamos falar do Luke, que parecia o filme inteiro só um cara quebrado, frustrado, que está só sobrevivendo e recusou ali a “jornada do ancião”, o lendário Luke mostra naquele ponto, no final, o que a gente frustrado esperava que ele fosse, um GRANDE MESTRE, um GRANDE ALIADO DA FORÇA. No momento em que ele demonstra uma absurda sabedoria junto a Força tendo domínio sobre poderes que já existiam e outros que a gente mal sabia que existia, ele volta ao arquétipo que a gente esperava, o mestre ancião Luke Skywalker, a experiência, a sabedoria, um propósito. Brilhante.

    No fim das contas, todas as nossas teorias e saber quem de fato é Snoke NÃO importa para ESSA trilogia porque o grande vilão é o Ben Solo, sempre foi.

    Achei muito simbólico o próprio Grand Master Yoda, que tinha quase MIL anos dedicados a antiga doutrona dos Jedi, ele próprio soltar um puta trovão (Force Lightning?) e destruir o Templo Jedi. Porque afinal, aquilo é passado. A antiga Ordem Jedi em sua “arrogância” falhou e era só mais um grupo de dogmáticos que viam a Força de um jeito e transmitiam daquela forma específica. Gostei muito de como o Luke mesmo se referiu a antiga Ordem Jedi como “Jedi religion” – isso te lembra uma coisa? Guardians of the Whills! os monges religiosos de Jedha que eram fiéis e apologistas sobre sua crença, a Força. Aprendemos muitas coisas boas até pra vida real com os ensinamentos dos antigos Jedi? Muito! Mas foi importante o reconhecimento de que eles eram falhos, e o próprio Yoda, que teve a semente da dúvida lá atrás no episódio III, afirmar a importância de se olhar mais adiante e ensinar sobre a perda, o fracasso, “pois maior professor, o fracasso é” foi muito simbólico. E que a tocha está sendo passada para frente porque Luke não foi o Último Jedi, foi sim o último nos antigos moldes, ou melhor, a transição, os Jedi continuam, a Rey desde antes de ficar cara a cara com o Snoke já era mais do que uma Jedi, mas não nos moldes antigos. Ela foi uma pessoa capaz de olhar para um lado e para o outro, ver o lado negro e o lado da luz e SEGUIR O SEU PROPÓSITO, ela é a nova esperança, a heroína da nova trilogia, verdadeiramente uma Jedi, mas uma Jedi que vê a Força de uma forma bem mais ampla.

    Mas vale reforçar que o nosso antigo herói, que foi lá atrás a nossa nova esperança, que saiu da vida pacata de fazendeiro em um planeta arenoso para ser o principal guerreiro de frente para o Vader e o Imperador, será para sempre uma lenda. Como os menininhos brincando no final do filme com um boneco improvisado do Luke, nós também o temos como um antigo grande herói, uma lenda viva pra sempre.

    Falando agora do que eu NÃO gostei: acho que principalmente o fato da Leia não ter morrido e “ter virado uma bruxa” naquele momento em que ficou no espaço. Tudo bem, ela é uma Force Sensitive, a gente já sabia, mas aquilo foi bizarro, ah, foi. Outra coisa que não gostei, que acho que é quase que unânime, é aquela m̷i̷s̷s̷ã̷o̷ ̷d̷e̷ ̷R̷P̷G̷ sidequest do Finn e da Rose em Canto Bight, naquele casino. Foi demorado demais e a presença da Rose – não me entendam mal, eu gostei dela, achei ela muito fofa e com personalidade – atrapalhou a evolução do Finn como personagem. Vejam bem, a Rey passou de uma menina medrosa e chorona para uma menina forte psicológicamente e corajosa, Poe Dameron foi desenvolvido como um cara super habilidoso até beirar a arrogância, Finn, que tinha o caminho óbvio de transformação de um covarde para um personagem corajoso, acabou meio apagado por ter de dividir tela com a Rose. Fora isso, eu não gostei mais de questões técnicas mesmo, os dois primeiros atos – principalmente o primeiro – são quase uma embolação, e o “arco do Finn e da Rose” citado foi um pouco mal encaixado, e pra ser sincero, me parecia um episódio de Star Wars Rebels no meio do filme (série que eu adoro, inclusive). Mas até desse trecho nós temos coisas importantes a serem tiradas, principalmente em relação a política: como acontece no mundo real, o poder econômico está sempre lado a lado de qualquer poder político que queira ascender, seja Primeira Ordem ou seja Resistência. Sempre foi e sempre vai ser assim. Ah, e apesar de ter tido piadinhas muito boas e umas até com propósito, algumas acabavam por me tirar um pouco do filme, isso me incomodou. Outro defeito que sim, eu coloco NO FILME é a necessidade da maioria ter de assistir mais de uma vez para entender as coisas, pois de primeira é tudo muito confuso, muito mind-blowing, não fica muito claro porque é tudo muito diferente. Um último ponto e talvez o mais interessante todos, que ouço falar, é o suposto mal aproveitamento de Luke Skywalker, a descaracterização do personagem. Pessoas, em um filme de 2hrs32min não é possível contar tudo sobre uma saga tão complexa, Luke Skywalker JÁ FOI SIM, depois do episódio VI o Mestre Jedi que a gente imaginou (auto-entitulado, inclusive), mas vamos lembrar que entre os episódios VI e VII tem um espaço de 30 (TRINTA) ANOS, nesse meio tempo que Luke abriu a Academia Jedi, atuou como Mestre, teve seus alunos e por fim viu a Escuridão crescer dentro do Ben até ser traído e ter seu Templo queimado e por fim cair em desgraça, em exílio. Poderia ter mostrado um pouco mais dessa época? Talvez, por mais que eu saiba que vai ser sim mostrado seja em livro ou em HQ – coisas que muitos criticam e eu entendo – que eu vou consumir, vamos lembrar que essa trilogia é sobre Ben e a Rey, não Luke. Por isso eu não considero totalmente um erro.

    Acho que chega, né? Por fim só quero apontar as melhores atuações para mim: Adam Driver (Ben Solo), Mark Hammil (Luke Skywalker) a̷p̷r̷e̷n̷d̷e̷u̷ ̷m̷e̷s̷m̷o̷ ̷a̷ ̷a̷t̷u̷a̷r̷ e Benicio Del Toro (DJ), sério, apesar de ter pouco tempo de tela eu adorei a atuação dele. Menções honrosas a minha esposa Daisy Ridley (Rey). 😀

    Não posso deixar de comentar que Ben Solo e Rey vs Royal Guards foi a MELHOR cena de lightsabers de TODOS os filmes até hoje. Aquilo foi INSANO. É daquelas cenas de Star Wars que eu vou assistir em loop até quase gravar todas as coreografias (e são muitas, haha), igual aconteceu com o finalzinho de Rogue One, quando o Vader massacra os Rebeldes. Mas vale comentar que não é tão incrível só por causa das coreografias, mas porque tem uma camada a mais, era o vilão e a heroína colaborando momentaneamente, e de forma sensacional.

    Enfim, essa é a minha visão, minha interpretação sobre o filme, achei incrível, Disney acertou bem mais uma vez e de forma ousada e enfim, é Star Wars, né, eu poderia escrever mais e mais mas acho que tá bom.

    Por fim só quero dizer que quem amou como eu, é nós. Quem não gostou… Bem… ¯_(ツ)_/¯
    Ano que vem tem o spin-off do Han Solo, em 2019 o episódio IX, já tem uma nova trilogia confirmada, se não me engano o spin-off do Obi-Wan Kenobi está em pré produção e foi anunciada uma série live action. A Lucasfilm Story Group ESTÁ A TODO VAPOR. (isso sem contar a nova série animada, livros e HQs) ¯_(ツ)_/¯ Manja da palavra boicote? Não comprar ingresso? Só praticar.

    May the FORCE be with you. Always. <3

  • Julio Matos

    Olá Holocasters

    Como não comentar esse que é o mais icônico e tretístico produto audiovisual do ano, o filme dos Últimos que não são os últimos (falando em últimos, se você joga RPG, procure “A Ordem dos Últimos” no Google). Gostei muito do cast de vocês, pois achei que balancearam bem a mão (com algumas exceções) nas ponderações dos pontos fortes e fracos do filme e mesmo concordando em certo ponto com a questão levantada antes do início do cast, sobre a toxicidade da discussão como um todo, eu acho que é um ônus (ou bônus) inescapável de uma nova realidade onde qualquer “zérruela” pode opinar sobre qualquer coisa, incluindo esse que vos escreve.

    Sobre o filme, percebo que a nova trilogia de Star Wars tem o objetivo claro de nos apresentar uma Fantasia Espacial pautada pelos valores do nosso tempo, e isso talvez incomode não são os nostálgicos, como também aqueles que esperam que o mundo sempre lhês dê razão. Diferente de alguns integrantes, acho que a trilogia está muito bem planejada como um todo (lembrando que o JJ nunca saiu da Produção e achar que um diretor tem possibilidade de “jogar um plot fora” deliberadamente em um projeto desse tamanho é uma grande ingenuidade), com o objetivo claro de matar as referências maniqueístas da fantasia anterior, para uma fantasia mais contemporânea, onde os heróis mitológicos não mais se adequam, onde abnegação e desprendimento, e se vê isso muito nos filmes e séries de heróis atuais, não são mais a mola propulsora dos heróis. Os novos heróis são falhos e ok, já que como diz o Yoda, que pode voltar em todos os filmes pra dizer uma frase que já está ótimo, “O fracasso, melhor professor é”.

    Sobre celeumas mais específica, acabo de ver Kanan Jarus realizar o mesmo feito da Força de Leia ao ser jogado de uma comporta no espaço. Acho que Ryan Johnson assiste e Rebels e pensou que seria uma ótima solução pra Leia. o Arco de Luke é lindo, com ele não só falhando por um instante que fosse, o suficiente para render a vergonha por aquilo que projetou em seu aprendiz, mas pela consciência adquirida ao estudar a história dos Jedi e perceber que não passava de uma religião arrogante que invariavelmente acabaria entregando a Galáxia para um tirano. Nos diálogos com a Rey ele deixa claro que a Força está muito além do poder do Jedi e é essa porta que a Trilogia quer abrir, como bem vocês falaram ao analisar as motivações do Ben Solo. Holdo é necessária exatamente por ser mais um aspecto cinza em um universo que até então tínhamos como preto e branco. Desculpe o Beto, mas ninguém ia sequer cogitar uma traição de Akbar, nem dentro nem fora da tela.

    Por último, concordo que o filme seja deveras longo para sua proposta, por querer explicar detalhadamente coisas que não necessariamente precisam ser explicadas. Como um ode ao fracasso e como ele é parte de nossa vida, não havendo um bem para se aliar ou um mau para combater, o filme é perfeito. Apesar de não ter gostado também do personagem do Del Toro, ele esta lá para mostrar esses detalhes: Você não encontra um aliado fiel com facilidade, canalhas são realmente canalhas, não há lado certo em uma guerra, apenas lados e por aí vai.

    Certamente esse Star Wars não é o que os fãs esperavam, mas certamente é a Fantasia Heróica que merecíamos.

    Grande abraço e que a Força esteja com vocês! Sempre! 🙂

  • Marcio Lima

    Quanto as tretas entre quem gostou e quem não, as maiores reclamações são com relação a expectativas não atingidas, o filme é ruim porque as pessoas não acertaram suas teorias e previsões?
    Pra mim isso não faz sentido, eu não consegui prever nada do que aconteceu no filme e achei foda não me senti frustrado por isso pelo contrário, foi ainda melhor ter minhas expectativas jogadas no lixo, assim como o Luke joga o sabre que a Rey lhe entrega e me sentir surpreendido e feliz por isso.
    O filme tem seus problemas sim,o cassino arrastado, algumas piadas exageradas tipo a do snoke batendo o sabre na cabeça da Rey com a força, o filme não é perfeito mas está a anos luz de ser ruim, tua experiência assistindo pode não ter sido a melhor possível porque suas expectativas não foram batidas mas isso não faz do filme um filme ruim, aceita e move on, teremos star wars todo fim de ano, deita que passa.

  • Brunno Schumacker

    Olá Holocasters, esse meu comentário é mais uma sugestão do que qualquer outra coisa: vocês poderiam fazer um Base Delta Zero sobre Morality ou Duty, assim como fizeram sobre Obrigação? 😀

    • Certamente, Brunno! Obrigado pela sugestão!