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“Far Horizons”: para você ser um colono em Star Wars

Far Horizons: além das fronteiras do império

Fantasy Flight Games anunciou o mais novo suplemento para o RPG Star Wars: Edge of the Empire.

Chamado Far Horizons, este livro de capa dura e com 96 páginas permitirá que você realize o sonho de uma vida inteira: interpretar um colono em uma galáxia muito, muito distante.

Com três novas especializações para a classe Colonist, Far Horizons também trará novas espécies, talentos, equipamento, naves espaciais e sugestões de cenários.

Voltado tanto para jogadores quanto para GMs, este livro promete informação e conteúdo para todas as classes, incluindo regras para criar sua fazenda e como usar skills não combativas em ganha-pão, por exemplo.

Vida nas Colônias: NEM É TÃO RUIM [Ilustração: MarkMolnar]
Vida nas Colônias: nem é tão ruim [Ilustração: Mark Molnar]

Novas especializações

O Marshal e seus drones delegados. Ilustração por David Kegg

E a própria classe Colonist vai se mostrar muito mais útil e variada do que parece à primeira vista. Sua lateralidade é exemplificada no Doutor e no Político, por exemplo: duas construções de Colonists tão diversas quanto possível.

Outros exemplos de colonos são o Entrepreneur, especializado em fazer (e gastar) dinheiro dos jeitos mais heterodoxos, sabendo quem subornar e onde o próximo bom negócio vai acontecer; o Performer, cheio de talentos que lhe permitem enganar e encantar, são bons em atividades atléticas e conseguem ajuda de NPCs fãs em momentos inesperados; e o Marshal, o duro, diligente e incansável mantenedor da lei no Outer Rim, capaz de cheirar uma mentira a quilômetros de distância e incapaz de cair de exaustão ao atravessas esses mesmo quilômetros em busca de justiça.

Far Horizons está com o lançamento agendado para Agosto e o preço sugerido de USD 29,95.

Fonte:
• ICv2: ‘Star Wars: Edge of the Empire: Far Horizons’ In August
Fantasy Flight Games News for May 2014

Na Fronteira do Império!

Olá pessoal!
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Quem acompanha o Facebook do Holocast talvez tenha visto que algumas semanas atrás a Galápagos Jogos me respondeu dizendo que o kit introdutório do Star Wars: Fronteira do Império sairia logo depois do carnaval. E hoje a loja Moonshadows já divulgou em seu site a pré-venda da caixa básica. Em breve deveremos ter um anúncio oficial da editora de jogos.

Apesar de ainda não ter tido contato com a nova licença, vejo com bons olhos a iniciativa da Galápagos, que tem por missão trazer novos jogos de mesa além dos já saturados Banco Imobiliário e Jogo da Vida. E ela trás pela primeira vez no Brasil uma tradução oficial de um RPG de Star Wars, o que por si só é grande motivo de comemoração.

Desde que começamos com o Holocast um grande problema que enfrentávamos é que o rpg oficial já estava com a licença encerrada e não havia uma forma fácil de adquirir o jogo. Mas graças a Fantasy Flight Games e a Galápagos Jogos isso não será mais um problema. Aguardem que em breve falaremos mais sobre o kit no Holocast e Holoblog.

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O Star Wars: Fronteira do Império contém um livro de aventura, um mapa, quatro fichas de personagem, marcadores de personagem, contadores de destino, 14 dados personalizados e um livro de regras.

Nos vemos na fronteira!

Disney fará Star Wars com cara de Star Wars

Desculpe Adam Schickling por estragar sua arte fenomenal

Confuso o título deste texto? Explico: em conversa recente com a Entertainment Weekly, Simon Kinberg, um dos produtores da série de animação Star Wars Rebels, disse que o tom tanto dessa série do canal Disney XD (que ainda não tem data de estréia) quanto do longa-metragem temporariamente entitulado Episódio VII será reminescente de “Star Wars”. Ou, como é conhecido hoje, “Star Wars Episode IV: A New Hope”.

(Venhamos e convenhamos, Uma Nova Esperança se chamou simplesmente Star Wars por um tempão, e mesmo depois do George ter mudado o título do filme na abertura original para “Episode IV: A New Hope”, você provavelmente ainda reconheceu e pensou naquele filme como simplesmente “Star Wars” até bem recentemente. Na verdade, deve tê-lo chamado de Guerra nas Estrelas por muito tempo depois que Lucas determinou que o nome Star Wars deveria ser usado, sem tradução, no mundo todo.)

E o que isso significa para a franquia? Ainda de acordo com Kinberg, significa que o tom de Star Wars pela Disney será mais leve, aventuresco e otimista. “O mundo que estamos criando é um mundo Imperial”, diz Kinberg. “Você verá o impacto do Império e dos stormtroopers pela galáxia, abusando e oprimindo as pessoas. Tematica e politicamente pode ser bem sombrio. Mas para o tom do show nós nos inspiramos nos filmes originais, que eram divertidos e cheios de aventura, com personagens sólidos e humanos.” Para Kinberg, “obviamente há diferenças sutis de tom entre [os Episódios IV, V e VI]. Mas eu acho que [Star Wars Rebels] tem uma cara mais próxima de Uma Nova Esperança.”

O mestre McQuarrie em ação
O mestre McQuarrie em ação

Para fazer esse desenho, os animadores estão se inspirando nos conceitos originais de Ralph McQuarrie (o designer e ilustrador responsável pelo filme de 1977), incluindo rascunhos que não foram usados no Episódio IV — tanto para os personagens como para veículos e cenários. Particularmente, não acho que isso seja coincidência: McQuarrie morreu há pouco menos de dois anos; como um tremendo artista, premiado conhecido por seus trabalhos em Star Wars, Battlestar Galactica, Indiana Jones e Jornada nas Estrelas, faz sentido que a produção de Star Wars Rebels tenha decidido homenageá-lo dessa maneira.

Agora essa é a minha chance de conseguir um lightsaber!

E a produção de Episódio VII parece estar seguindo esse caminho também. Desde que o roteirista Michael Arndt deixou a produção do filme por “diferenças criativas” (sempre é por diferenças criativas), o próximo filme irá contar uma história dos protagonistas originais. Ao que parece, Arndt queria contar uma história da nova geração, os filhos e herdeiros de Luke, Leia, Han, Chewbacca e companhia. Com ele fora do projeto, a Disney mudou o foco, ao menos do Episódio VII, para uma última história com os personagens da trilogia dos anos 1970 e 80, estabelecendo uma ponte para, aí sim, uma nova geração de personagens nos Ep. VIII e IX.

Ou ao menos essa é a ideia. Estamos falando de um filme que nem tem roteiro ainda, quanto menos três filmes. Muita água ainda vai passar por debaixo dessa ponte (que, sendo Star Wars, certamente é estreita e não tem parapeitos ou corrimões).

Fontes:
• ICv2: Disney Is Taking ‘Star Wars’ Back To Its Roots
• Wikipedia: Ralph McQuarrie
• Revista Veja – Curiosidades sobre Episódio II – O Ataque dos Clones

Tudo muda para Star Wars em 2015

Dois mil e quatorze será o último ano em que a Dark Horse irá publicar histórias em quadrinhos de Star Wars. Desde que a Disney comprou a LucasFilm (e fechou a LucasArts, mas isso é outra história), já era certo que a licença de publicação de gibis iria passar para a Marvel, que também é da Disney. Só não sabíamos quando isso iria acontecer.

Finalmente os bons tempos de Star Wars na Marvel vão voltar!  Não, pera...

Depois do anúncio no começo do ano, tanto Disney, quanto Marvel, LucasFilms e também Dark Horse soltaram press releases comentando a transição. Dan Buckley (presidente, Marvel Worldwide), disse estar excitadíssimo pelo que chamou de privilégio de poder publicar comics e graphic novels do icônico universo. Carol Roeder (diretor de franquia, LucasFilm) agradeceu os vinte anos de contribuições da Dark Horse à franquia. Andrew B. Sugerman (vice-presidente executivo, Disney Publishing Worldwide ) disse que unir LucasFilm e Marvel permitirá contar novas histórias e irá causar sensação entre os fãs. Mas o release que mais me chamou atenção foi o de Mike Richardson, CEO da Dark Horse: ele lembrou que a empresa dele revolucionou o jeito de produzir gibis baseados em franquias cinematográficas e deu uma alfinetada na Marvel (que teve a licença de Star Wars de 1977 a 1986 e produziu muita porcaria); lembrou que já saíram arrebentando quando pegaram a licença em 1989, com Dark Empire, e que foi daí pra melhor. Richardson acrescentou que acha irônico o anúncio vir justo no ano em que considera a crista da onda para a Dark Horse, “que está experimentando seu ano mais bem-sucedido de todos os tempos”, mas que eles irão fechar sua colaboração ao universo de George Lucas com um ano memorável.

Uma promessa que eu acho fácil da Dark Horse cumprir.

Teremos um ano memorável ou não me chamo GENERAL SKYWALKER!

Mas não é apenas isso que 2014 e anos vindouros reservam para o universo expandido de Star Wars. É de conhecimento comum que o “canon” sempre veio de cima para baixo: primeiro os filmes (o G-Canon, do George); depois o que quer que saia para TV (T-Canon); depois todo o resto que saiu com o logo Star Wars nos últimos anos (C-Canon, de continuidade), que engloba os gibis da Dark Horse, a maioria dos livros da Del Rey e os video games — é comum elementos do C-Canon serem usados posteriormente em trabalhos do G-Canon. Por fim, temos o S-Canon (secundário, geralmente ignorado), que engloba alguns dos livros mais antigos e o que a Marvel Comics produziu; Non Canon, que são as histórias de realidade alternativa como a série Infinities da Dark Horse, cenas deletadas dos filmes ou trabalhos cancelados.

Isso tudo pode mudar nas mãos da Disney, que pretende unificar tudo num único universo coeso. Ou ao menos é o que parece depois de uma série de twits entre Leland Chee e Pablo Hidalgo, dois funcionários do LucasFilm Story Group (Chee é o cara que praticamente montou a hierarquia de cânones que eu listei no parágrafo anterior). Ao que parece, esse grupo dentro da LucasFilm irá coordenar as histórias do universo Star Wars, desde os novos filmes ao gibis, passando por séries de TV, livros e games. Quando perguntado se o objetivo era descartar a atual hierarquia de cânone, Chee foi explícito: “Esse é definitivamente um dos objetivos primários do Story Group.”

Por um lado a decisão surpreende, porque faz sentido os filmes terem precedência, afinal é o que realmente dá dinheiro (compare a arrecadação de 380 milhões de Dólares de Episódio III com o gibi mais bem-sucedido de 2013, The Walking Dead, que vendeu 350 mil cópias, a 3.99 Dólares cada). Mas, como fã incondicional do universo expandido de Star Wars em geral, e dos livros da Del Rey em particular, eu não estou reclamando — muito pelo contrário! Há de se comemorar essa elevação na importância das histórias contadas por tantos romancistas, quadrinistas e game desingers competentes.

Fontes:

Este texto também foi publicado no blog do Por trás da Máscara.

Dark Forces e twi’leks verdes

Muito antes do escandaloso Apprentice magistralmente interpretado pelo ator Sam Witwer aparecer na série Force Unleashed, o posto de jedi badass já era ocupado por um bardudinho ao melhor estilo Chuck Norris. Estou falando de Kyle Katarn e da série Dark Forces / Jedi Knight, que inclusive ganhou uma versão dublada pela Brasoft ainda em 1997.

Sabe como o Darth Malak perdeu o maxilar? Ele tentou copiar a barba do Kyle Katarn, que descobriu.

Eu gosto dessa série por vários motivos. Note que ela saiu numa época onde havia pouquíssimo material extra de Star Wars e trouxe uma história bem interessante. As cutscenes do Dark Forces II aliadas a dublagem nacional, ajudaram a construir um imaginário que foi quase como uma extensão imediata dos filmes. Não é de surpreender que eu tenha aproveitado várias ideias e ganchos dos games para minhas aventuras de RPG.

Mas por que estou contando essa história toda? Acontece que hoje encontrei um outro louco pela série que se deu ao trabalho de montar um suplemento inteiro dedicado à Dark Forces. Você pode encontrar o link para o livro no tópico que o kieran001 criou no fórum da WotC para divulgar o trabalho.

Por experiência de quem já fez uma loucura dessas (confira nossa adaptação de Mass Effect Saga), eu sei o tanto de esforço que esse tipo de adaptação demanda, então o mínimo que posso fazer é agradecer o autor e divulgar seu trabalho. Parabéns, Phillip!

Mas se há uma crítica a ser feita, é que ele insiste em propagar o erro de dizer que Jaden Korr era um humano. Todo mundo sabe que ele era ela, e ela era uma twi’lek. Verde.